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A pedagogia verdadeiramente eficiente!

  • Foto do escritor: Marcelo Trindade
    Marcelo Trindade
  • há 3 horas
  • 5 min de leitura

Existem por aí diversas metodologias de ensino, que podem ser semelhantes em certos aspectos umas com as outras e ainda algumas que divergem totalmente entre si, sendo o oposto uma da outra. Vamos citar como exemplificação os métodos que começam com os fonemas vs os métodos globais que apresentam já textos logo no início. O primeiro parte do micro para o macro enquanto o segundo parte do macro para o micro. Mas então, qual o melhor? Qual funciona de forma mais eficiente? Temos que ter claras as abordagens para não cometer nenhuma falha nesse processo tão importante! Por isso, a seguir vou mostrar o nosso método de ensinar...


Nós apostamos firmemente nas metodologias que vão do micro para o macro, para construir bases sólidas sem lacunas na aprendizagem. Imagine a aprendizagem como uma casa sendo construída: Primeiro delimita-se o terreno, depois passamos linhas para marcar com precisão os espaços, depois fazemos os buracos para a fundação, concretamos, fazemos as paredes em seguida (mas ainda com os buracos para as janelas e portas), depois o telhado, fiação, canos, piso, reboco, e... Só por fim a pintura e o rodapé. E então a casa está pronta para ser habitada! Teria como começar uma casa pela pintura ou pelo telhado? Não faz o menor sentido!.


O caminho do micro para o macro consiste em começar pelo método fônico, ensinando para a criança os sons das letras, depois vem a fase de "com que letra começa tal palavra." Quando esta fase está razoavelmente dominada avançamos para as sílabas simples (compostas de uma vogal e uma consonante apenas). Daí já podemos até explorar algumas palavrinhas simples como, pato, casa, rato, gato... Mais uma vez quando razoavelmente dominada esta fase é hora de inserir sílabas simples inversas: "ar, er, ir, or, ur" para formar novas palavrinhas como urso, espada, anjo...


Depois da fase de dominar palavras simples nós avançamos para palavras mais complexas, apresentando as sílabas de três letras como far, fer, fir, for, fur... então um novo mundo de palavras surge, como formiga, fermento, forte... A criança está entendendo do que se trata e contemplando à medida que sua cognição permite nesta fase! E aqui vai um ponto importante: No estágio das sílabas simples, nós apresentamos todas as combinações que existem: do ba-be-bi-bo-bu até o za-ze-zi-zo-zu, já nas sílabas complexas nós não apresentamos todas as combinações (isso seria inviável dado o enorme número de possibilidades), apresentamos então apenas as combinações mais frequentes na língua portuguesa. Percebemos que nesse estágio começa a acontecer a abstração dos padrões da linguagem.


A partir daí entra a leitura de palavras por inteiro, isto é, sem silabar. A criança bate o olho em palavras como formigueiro, helicóptero, rinoceronte, e de pronto já deduz do que se trata, pois nosso cérebro busca fazer sentido àquilo que recebe. Como você, por exemplo, consegue ler isso?: Qu3 m4r4v1lh4 4 4bstr4ç40 d4 l1ngu4g3m!


Descobrimos que há uma forma lógica-matemática de alfabetizar, mostrando para a criança os padrões, as sequências, a lógica, a organização das estruturas. Por isso trazemos lógica e matemática o tempo todo e desde o início. Um exemplo prático para isso é quando a criança está entrando na próxima fase: a de ler frases curtas! Apresentamos para a criança frases como: "Onde estão os dois leões?", "Onde estão as três borboletas?" e pedimos que a criança apenas ligue as frases curtas aos desenhos correspondentes. Por falar nisso, sempre com muitas ilustrações que cativem as crianças, como desenhos de pássaros, flores, animais, frutas... A beleza da criação natural é nosso alicerce! E aqui vêm mais! Fique conosco até o final!


Depois da leitura correta e interpretação de frases curtas e coerentes com uma realidade concreta, em atividades simples de ligar ou circular, apresentamos frases um pouco mais complexas como: "Nesta figura a mamãe está com dois bebês no colo e o gato está no chão." e a criança apenas tem que marcar verde para certo e vermelho para errado ao observar belas pinturas. Vejam um ponto muito importante aqui: Até o momento não focamos na escrita, e sim na leitura! Em nenhum momento até agora houve uma atividade do tipo ditado. Temos um embasamento para isso: A nossa capacidade passiva é naturalmente mais aguçada que a nossa capacidade ativa, podemos ler Sherlock Holmes com facilidade, mas não conseguimos escrever Sherlock Holmes com a mesma facilidade retirando essas ideias da cabeça e ainda com perfeita ortografia. Outro exemplo prático: Uma criança de dois anos já entente quase tudo que lhe falam, mas ela ainda não fala tudo aquilo que ela entende!


Inspirados nisso, começamos a escrita apenas depois que a criança já lê algumas coisas. Atenção! Obviamente ela não lê tudo ainda! Mas já entende frases intermediárias e até pequenas histórias. Ainda nessa fase, fazemos a escrita copiada, isto é, mostramos a palavra e a criança apenas tem que copiar com sua letra, primeiro passando por cima, depois copiando olhando e só por último escrevendo na forma de ditado. Estão percebendo a construção que aqui está sendo feita? É maravilhoso acompanhar esse processo de perto e comemorar cada pequena conquista!


A aprendizagem tem uma curva exponencial, isto significa que agora, com menos tempo e esforço coisas mais complexas ainda serão introduzidas e absorvidas, como a leitura de textos maiores, interpretação, raciocínio, escrita cursiva com cartinhas para os avós... Sempre com coisas que agradem as crianças e que façam sentido para ela. Depois vêm a "pintura da casa", palavras derivadas, ortografia, gramática... Mas aí, se a fundação foi bem feita, a criança construirá de forma mais independente os andares acima. Seu conhecimento rumo ao topo!


Veja que o que falei aqui trata-se apenas da tecnicidade da coisa, ainda há a parte metodológica que consiste na forma com a qual abordaremos a criança para lhes proporcionar estas aprendizagens. A nossa forma é a seguinte: Atividades realmente breves! 5 minutos lá no início, depois 10 minutos, 15 minutos... Dos 3 anos aos 6 não faço atividades com as minhas filhas que durem mais de 20 minutos. Nós fomentamos, apresentamos a novidade, e aquilo fica lá, maturando no intelecto... Vai brotar maravilhas dali, pode ter certeza!!! Seu filho caminhará de forma autodidata ao topo, à busca de mais e mais conhecimento, isso é natural!


Este processo nos ficou muito claro por temos nos embasado na pedagogia de Hugo de São Vitor, que é clara como a água! "A causa final da aprendizagem é o conhecimento da Verdade!" e "O último estágio da aprendizagem é a contemplação!". Nós aprendemos toda e qualquer coisa porque queremos conhecer a Deus, mesmo que não saibamos disso ainda. Hugo de são Vitor nos dá uma pedagogia consistente para alcançar esse objetivo máximo: Vamos partir das coisas que nós vemos para entender as coisas que nós não vemos, e sempre do micro para o macro.


De forma inspirada e pelo seu dom de ensinar e aprender nos deixou, no século XI, que três são as coisas visíveis de Deus: 1) A imensidão das criaturas (aves, peixes, animais terrestres, frutas, flores...),2)  a beleza dessas mesmas criaturas (alguém vai dizer que um tucano ou um abacaxi é feio?), e 3) a utilidade das criaturas (não vivemos sem elas). E que três são as coisas invisíveis de Deus: 1) Potência, 2) Sabedoria e 3) Benignidade, as quais não conseguimos enxergar em um primeiro momento, mas, se olharmos para a imensidão, veremos que esta é um simulacro da potência; se olharmos para a beleza, teremos uma ideia da Sua sabedoria; e se percebermos a utilidade das criaturas compreenderemos sua benignidade. Tudo são simulacros que apontam para a Verdade!

Por isso nossa forma de alfabetizar explora ao máximo belas imagens de animais, frutas, flores... explora ao máximo a lógica, a matemática.... Tem foco na alegria e contemplação da crianças às coisas de Deus, porque queremos que um dia elas O encontrem!

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Que bom que leu até aqui! Deixe seu comentário! Até a próxima!


 
 
 

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